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As semifinais dos Jogos Olímpicos de 1980 em Moscou


O futebol nos jogos de 1980 contaram com quatro seleções socialistas na semifinal do torneio. Mas numa análise fria, conseguimos entender os motivos. Esses jogos contaram com o boicote liderado pelos Estados Unidos em protesto à invasão do Afeganistão pela União Soviética. Com isso, grandes seleções europeias ficaram de fora.

Além disso, quando olhamos os classificados sul americanos percebemos o porquê do fraco desempenho do continente. A Argentina, campeã do pré-olímpico, aderiu ao boicote dos Estados Unidos e o terceiro colocado Peru, também o fez, sobrando a segunda vaga para a Venezuela, que se juntou aos vices do pré-olímpico, Colômbia.

As quartas de final foram as mais previsíveis da história olímpica, com União Soviética e Kuwait, Tchecoslováquia e Cuba, Alemanha Oriental e Iraque e Iugoslávia e Argélia.

No dia 29 de julho adentraram nos gramados dos estádios Luzhniki e Dynamo, ambos em Moscou, respectivamente, Alemanha Oriental e União Soviética e Iugoslávia e Tchecoslováquia. Vitórias alemã por 1 a 0 e tchecoslovaca por 2 a 0.

Na disputa pelo bronze, no dia 1 de agosto no estádio Dynamo, a seleção da casa venceu a Iugoslávia por 2 a 0.




No dia seguinte, no estádio Luzhniki, a Tchecoslováquia bateu a Alemanha Oriental por 1 a 0.


Tchecoslováquia ouro, Alemanha Oriental prata e União Soviética bronze.

As medalhas olímpicas do Brasil - Parte II - A prata de Seul 1988

Quatro anos após a prata em Los Angeles, mais uma vez nossa seleção subiu ao pódio. Ao contrário de 1984, quando a seleção estava representada basicamente pelo time do Internacional, em 1988 tínhamos uma seleção forte. No gol, Taffarel e no ataque, Bebeto e Romário, três estrelas campeãs mundiais em 1994, apenas para citar alguns nomes.


 16 equipes participaram do torneio olímpico. O Brasil iniciou sua caminhada contra a Nigéria. Uma goleada por 4 x 0 contra uma equipe africana, sempre forte nas categorias de base, mostrou que a Canarinho tinha potencial.




As medalhas olímpicas do Brasil - Parte I - A prata de Los Angeles 1984

Finalmente o ouro veio. Antes, porém, várias vezes ele bateu na trave. Algumas vezes por falta de sorte, outras por enfrentarmos adversários mais fortes e outras por incompetência mesmo. Vamos começar uma série no FN. Vamos relembrar as outras medalhas olímpicas do nosso futebol.

Não farei uma descrição precisa e detalhada de cada torneio. Apenas citarei fatos e momentos que são importantes para a seleção brasileira dentro da competição.

Nossa primeira medalha foi a prata em Los Angeles em 1984. Vamos a alguns fatos. 


Essa edição contou com o boicote socialista comandado pela União Soviética e as seleções que compunham o bloco socialista e cujos jogadores eram profissionais travestidos de amadores, não compareceram. 

Os jogos foram disputados em Pasadena (região de Los Angeles), Boston, Annapolis e Stanford (região de São Francisco). Dessas quatro sedes, duas foram usadas 10 anos depois na Copa do Mundo, Pasadena, com o seu Rose Bowl, onde o Brasil jogou a final e a semifinal da Copa de 1994, e Stanford, com seu Stanford Stadium, onde o Brasil jogou contra Rússia e Camarões na primeira fase e os Estados Unidos nas oitavas.

Até essa medalha, o melhor resultado brasileiro tinha sido o quarto lugar em Montreal em 1976, quando perdemos o bronze para a União Soviética. Em contrapartida, nossos rivais Uruguai, com dois ouros e Argentina, com uma prata, já eram medalhistas olímpicos. Por isso mesmo, essa conquista foi muito valorizada.


A base da seleção de 1984 era o time do Internacional. Dos 17 jogadores, 11 foram cedidos pela equipe de Porto Alegre. O goleiro Gilmar e o meia Dunga eram os destaques daquela seleção. Ambos viriam a ser campeões mundiais em 1994 no mesmo estádio onde conseguiram a prata.


Foi a primeira vez que atletas profissionais eram admitidos. A única ressalva era que o jogador nunca tivesse disputado partidas de eliminatórias e Copa do Mundo pela sua seleção. Adiante, a restrição passou a ser etária, como vigora atualmente.

Na primeira fase, o Brasil derrotou a Arábia Saudita, Alemanha Ocidental e Marrocos. Nas quartas passou pelo Canadá nos pênaltis após empate por 1 a 1.



Nas semi, ganhou da Itália por 2 a 1 com um gol na prorrogação. Na final, perdeu para a França por 2 a 0.




Batalha Campal: Brasil 1 x 0 Paraguai - Pré-Olímpico 1992


A Seleção Olímpica de 1992 contava com vários jogadores que depois se consagrariam com a própria camisa amarela ou com a de clubes importantes, como os laterais Cafu e Roberto Carlos, o zagueiro Márcio Santos, o meia Marcelinho Carioca e o atacante Dener.

Já na segunda fase do torneio pré-olímpico para os jogos de Barcelona 1992, chegou a encaminhar a classificação, após vencer o Peru por 2 a 1 e o Paraguai  por 1 a 0, porém após o jogo contra os donos da casa houve uma grande confusão no estádio Defensores Del Chaco em Assunção. Torcedores paraguaios, revoltados com a derrota atacaram os brasileiros com pedras.







Depois disso, o Brasil perdeu da Colômbia (2 a 0). Para ficar com uma das duas vagas do continente, precisariam derrotar a Venezuela por uma diferença de pelo menos dois gols. Acabaram empatando por 1 a 1. As vagas do continente acabaram ficando com o Paraguai e a Colômbia.

Barcelona 1992 - Fúria dourada

Os Jogos Olímpicos de Barcelona não contaram com grandes forças no torneio de futebol. Na América do Sul, Brasil e Argentina nem se classificaram para o quadrangular final, sendo este disputado por Colômbia, Paraguai, Equador e Uruguai. As duas vagas do continente ficaram nas mãos de paraguaios e colombianos.

Já na Europa o campeonato europeu sub-21  que foi disputado entre 1990 e 1992 foi usado como qualificatório para as Olimpíadas. Já na primeira fase, seleções do porte de França, União Soviética, que vinha se desintegrando, e Iugoslávia ficaram de fora, além de Portugal, campeão mundial de juniores em 1991. A Holanda perdeu a vaga para a Austrália na repescagem sendo os classificados europeus a anfitriã Espanha, Itália, Suécia, Polônia e Dinamarca.



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