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Libertadores 1989, a Libertadores del Patrón

Ao final dos anos 80, o narcotraficante Pablo Escobar era responsável por aproximadamente 80% de toda cocaína consumida no mundo. Desde o início de suas atividades, Pablo sempre procurou se aproximar das camadas mais pobres da população colombiana e o futebol era importante ferramenta para tal intento.

Pablo nas arquibancadas. Futebol era sua paixão.

Mas esse não era o único motivo. Escobar era, por si mesmo, um apaixonado pelo esporte. Ademais, via seus rivais do Cartel de Cali acumularem constantes vitórias nos gramados por intermédio do investimento que faziam no América de Cali.

Unindo o útil ao agradável, "El Patrón" iniciou altos investimentos no Atlético Nacional e Independiente, ambos times de sua cidade, Medellín. Disposto a fazer um time de sua cidade ser o primeiro campeão colombiano da Libertadores, não mediu esforços para que em 1989, o Nacional se sagrasse campeão. Suborno e ameaças a árbitros e adversários era sua principal ferramenta. Mas indo além, ele montou um esquadrão. O time era a base da seleção colombiana e contava com craques do calibre de Higuita, Carmona, Perea, Escobar (assassinado em 1994) e Usuriaga. O técnico era o renomado Francisco Maturana.



Batalha Campal: Corinthians x Flamengo - Libertadores 1991 - A Noite das Garrafadas


A partida ocorrida entre Corinthians e Flamengo válida pela primeira fase da Libertadores de 1991 não era eliminatória. De fato, naquela edição, ambas as equipes se classificaram para a segunda fase após o confronto contra os uruguaios na primeira fase (naquela época os grupos eram confrontos entre países).

No final das contas, o Brasil acabou ficando sem representantes nas semi finais, após o Timão e o Urubu serem eliminados pelo Boca Juniors, a equipe paulista nas oitavas e a carioca nas quartas de final. Já discutimos aqui no blog este evento. Clique aqui para ler.

Sendo assim, o que fez que este jogo entrasse para a história? Vendo sua equipe perder por 2 a 0, a torcida corintiana se revoltou e invadiu o gramado. A polícia tentou evitar uma invasão generalizada e foi atacada com garrafas roubadas dos bares do Pacaembu. O árbitro Renato Marsiglia encerrou a partida. O resultado, então parcial, foi declarado definitivo e tivemos mais uma batalha campal que ficou conhecida como "A Noite das Garrafadas".



Libertadores 1991, semifinais sem o toque verde-amarelo

Há 23 anos o Brasil não colocava pelo menos um representante nas semifinais da Libertadores. Em 1991, os brasileiros na disputa eram Corinthians e Flamengo, ambos desclassificados pelo Boca Juniors, o primeiro nas oitavas e o segundo nas quartas de final, ambos com um 4 a 2 no agregado.

Na segunda partida das quartas, o time do Flamengo adentrou no gramado do La Bombonera com uma faixa em solidariedade à Maradona que havia sido flagrado com drogas na Itália, com os dizeres: "Maradona, Flamengo te ama. Hoy y siempre".
Boca Juniors 3 x 0 Flamengo


 

Grêmio x Palmeiras - Quartas de final da Libertadores 1995

Eu gostava de assistir aos jogos da Libertadores. Futebol em sua essência mais primitiva. Eu disse "gostava" porque acompanhava o torneio em detalhes antes dos interesses econômicos desvirtuarem a competição. O inchaço a que tradicionais torneios foram submetidos fez com que o nível técnico despencasse. 

Para quem não se lembra ou não sabe, antigamente apenas os filiados à Conmebol disputavam a Libertadores, nada de clubes mexicanos com seu mercado nos Estados Unidos e México enchendo a paciência de nós sulamericanos. Mesmo as federações filiadas, 10, podiam indicar apenas dois participantes cada, num total de 20 clubes divididos em 5 grupos com 4 times cada. No Brasil? Eram os campeões da Copa do Brasil, Brasileiro e só!!!


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