Uruguai x Argentina, a história do Clássico do Rio da Prata

Se hoje não é a partida entre seleções de maior rivalidade do mundo, não há como negar que é um confronto repleto de história e de grande rivalidade. Rivalidade essa que extrapola o âmbito esportivo. Por razões políticas e históricas sempre houveram rusgas entre as duas nações.

Somando-se a isso, o chamado "Clássico do Rio da Prata" é o confronto entre seleções mais antigo ocorrido fora das Ilhas Britânicas. O primeiro jogo ocorreu em Montevidéu no dia 16 de maio de 1901 e terminou com triunfo argentino por 3 a 2. De lá pra cá, este é o jogo entre selecionados nacionais com mais partidas ao longo da história. 

"El Clásico" é responsável por momentos históricos no cenário esportivo sulamericano, seja na Copa América, torneios amistosos, eliminatórias ou pré-olímpicos, mas por três vezes o confronto extrapolou a conotação regional. 


Top 5 músicas temas de Copas do Mundo

A partir de 1962, no Chile, as Copas do Mundo passaram a contar com pelo menos uma canção tema oficial. A exceção foi a Copa do México em 1970, que não teve canção.

A partir de 1998, mais de uma música passou a ser adotada, o hino e a canção oficial. Em 1998 e 2002, houveram mais de duas canções temas inclusive.

Essas músicas são utilizadas como forma de "aquecimento" para o evento, durante o evento em si ou como lembranças. Por serem destinadas ao público mundial, a maioria ou é cantada em inglês ou possui uma versão nessa língua, contudo o espanhol também foi bastante contemplado nestas composições. A globalização gerou situações curiosas, como o fato da canção tema da Copa de 1974 na Alemanha Ocidental ser cantada em polonês, bem como duas das três composições de 1998 na França, em espanhol.

Então, sem mais delongas, as cinco melhores canções temas de copas na opinião deste que vos escreve.

5 - Em quinto lugar ficaremos com o Hino da Copa de 1998: "La cour des grands", interpretada por Youssou N'Dour e Axelle Red.



4 - O quarto lugar em nossa lista vai para o grande compositor Vangelis, que ao lado de Takkyu Ishino, compôs e produziu esse instrumental prato cheio para quem curte música eletrônica. "Hino Oficial da Copa do Mundo de 2002".




3 - O terceiro lugar vai novamente para a Copa da França. Desta vez estamos falando da canção oficial. Como ouvir essa música produzida e composta por Desmond Child e Robi Rosa e interpretada por Ricky Martin e ficar parado? Sim, estamos falando de "La Copa de la Vida (The Cup of Life)".




2 - O vice vai para a primeira canção tema de uma copa. Em 1962, o ritmo do momento era o Rock'n'Roll e Los Ramblers representaram muito bem o estilo e a Copa com "El Rock del Mundial".



1 - O primeiro lugar ficou para a canção de 1990. "Un'estate italiana (To Be Number One)" foi composta e produzida por Giorgio Moroder, Tom Whitlock, Edoardo Bennato e Gianna Nannini e interpretada pelos dois últimos. Trata-se de uma power ballad tão comum entre o movimento hard rock dos anos 80.


Brasil x Iugoslávia 2002

Prezados leitores! De antemão, peço desculpas pelo longo hiato entre as atualizações do blog. Minha vida profissional está impedindo uma maior dedicação. Contudo, saliento meu compromisso em levar adiantye ester projeto. Creio, que em breve será necessário abrir espaço para novos autores, de modo que caso tenha interesse em contribuir com o blog, sinta-se a vontade para se manifestar.

Hoje falaremos de uma partida especial. Um amistoso realizado em Fortaleza, no dia 27 de março de 2002. Tratou-se do último dos riquíssimos confrontos entre Brasil e Iugoslávia.


Definir essa como sendo a última partida entre brasileiros e iugoslavos é algo difícil. Talvez podemos dizer que é o último jogo entre o Brasil e uma seleção representando uma nação cujo nome é Iugoslávia. Em 1992, "os brasileiros da Europa", como era chamada a seleção iugoslava que compunha sérvios, croatas, bósnios, macedônios, montenegrinos e eslovenos deixou de existir com a desintegração da República Socialista Federativa da Iugoslávia. Desta seleção, o Brasil se despediu com um amistoso em 1991 e que foi o início dos trabalhos de Parreira visando a Copa do Mundo de 1994.

Após a desintegração, um estado chamado República Federal da Iugoslávia persisitiu somente com sérvios e montenegrinos. Esse estado passou a chamar-se porteriormente Sérvia e Montenegro, até finalmente haver a separação entre as duas nações, sendo eles atualmente, dois estados distintos, cada qual com sua seleção.

Mas em 27 de março de 2002, Sérvia e Montenegro ainda estavam unidos e ainda se chamavam Iugoslávia. Portanto esse foi o último jogo entre Brasil e Iugoslávia, um amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2002.



O bi-mundial do Tricolor Paulista 1992/93

O Tricolor Paulista venceu a primeira Copa Libertadores de sua história em 1992 e conseguiu o bicampeonato logo no ano seguinte. 

Na primeira conquista o adversário foi o Newell's Old Boys da Argentina. Em uma final apertada, o São Paulo venceu nos penaltis. Já a segunda conquista foi bem mais tranquila. após uma goleada por 5 a 1 sobre o Universidade Católica do Chile no primeiro jogo.

Pelo lado europeu, 1992 viu o triunfo do Barcelona sobre a Sampdoria na Copa dos Campeões em 1992 e o triunfo do Olympique de Marselha em 1993 sobre o Milan.


Brasil contra o Exército Vermelho

Ao longo da história o Brasil enfrentou a União Soviética em seis oportunidades com as seleções principais. Retrospecto amplamente favorável ao Brasil, que venceu cinco partidas e empatou uma. 

Os confrontos mais importantes foram válidos pelas Copas de 1958, em Gotemburgo, Suécia e 1982, em Sevilha, Espanha. Ambos os jogos terminaram em vitória Canarinho pelos placares de 2 a 0 e 2 a 1 respectivamente.

 

Copa Centenário de Belo Horizonte - 1997

A Copa Centenário de Belo Horizonte foi elaborada pela Federação Mineira de Futebol, com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e órgãos de imprensa, para a comemoração do centenário de fundação da capital mineira. O torneio teve transmissão da Gloibo para todo o Brasil.

O torneio foi disputado de 01 a 09 de agosto e contou com oito clubes de quatro países. O formato era simples, dois grupos com quatro times em turno único com os primeiros colocados disputando a final.

O Grupo A contava com os anfitriões América Mineiro e Atlético Mineiro, além do Corinthians e do Milan da Itália.


 O Grupo B tinha o anfitrião Cruzeiro, Flamengo, Olímpia do Paraguai e Benfica de Portugal.


 Os estádios utilizados foram o Independência e o Mineirão, ainda com suas roupagens antigas.

"Fish and Chips a la Brazil", os jogos do Brasil no antigo Wembley

O estádio de Wembley é um dos maiores templos do futebol mundial. Construido originalmente para abrigar a Exposição do Império Britânico de 1923, o estádio seria demolido ao término das exposições, contudo ele foi ampliado e inaugurado oficialmente pelo rei Jorge V e aberto ao público no dia 28 de abril de 1923.


Além do futebol, o estádio ficou notabilizado pelos eventos musicais. Dentre os vários artistas que lá se apresentaram, destaca-se a presença do cantor pop Michael Jackson, recordista com 15 apresentações no estádio. 


A seleção brasileira realizou nove partidas neste lendário estádio, sempre contra a seleção inglesa.


Suécia, os fregueses nórdicos

Se o retrospecto do Brasil contra a Noruega é pífio, o mesmo não pode-se dizer contra os vizinhos dos noruegueses, a Suécia. Pela Copa do Mundo foram realizados sete confrontos, sendo os suecos, os adversários que o Brasil mais enfrentou em copas.

O destaque sueco em copas
 Foi justamente na Suécia e contra os donos da casa que o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, mas o primeiro confronto ocorreu na Copa da França em 1938, com vitória brasileira por 4 a 2. Na copa seguinte, no Brasil, em 1950, novo confronto e nova vitória Canarinho por 7 a 1. Em 1958, na Suécia, o jogo mais importante, a final daquela copa, com o Brasil atropelando os donos da casa por 5 a 2.

Brasil 7 x 1 Suécia - 09 de julho de 1950



Os goleadores das copas

A Copa do Mundo de 1958, disputada na Suécia, é para os brasileiros marcante por vários motivos. Além de ser a primeira copa conquistada pelo Brasil, revelou para o mundo aquele que viria a ser o Rei do Futebol. Com apenas 17 anos, Pelé foi a estrela do torneio, porém seu estrelato teve que ser dividido. Nesta copa, o francês Just Fontaine marcou 13 gols. Até hoje é o maior número de gols marcados numa única edição. Nesta mesma copa, Pelé se tornou o jogador mais novo a marcar um gol em uma copa, quando aos 17 anos e 239 dias assinalou na partida contra o País de Gales.

Just Fontaine
 Gols de Just Fontaine na Copa de 1958



Gol de Pelé contra o País de Gales na Copa de 1958




Já em 1994, a partida entre Rússia e Camarões nada teria de especial, uma vez que ambas as seleções se enfrentaram já eliminadas. Contudo, esse jogo acabou entrando para a história por dois motivos. Nele o mundo veio a conhecer Oleg Salenko, jogador russo que na época atuava pelo modesto Logroñes da Espanha. Salenko marcou 5 gols na partida, tornando-se assim o jogador a ter marcado o maior número de gols numa partida de copa. Para completar, o gol de honra de Camarões, que perdeu por 6 a 1, foi marcado pelo veteraníssimo Roger Milla, consagrando a lenda camaronesa como o jogador mais velho a marcar um gol em uma copa. O sexto gol russo foi marcado por Radchenko.

Milla e Salenko após partida histórica



Cabe ao Fenômeno um outro recorde. Ronaldo é o jogador que marcou o maior número de gols em copas do mundo. Apesar de ter participado de quatro edições (1994 a 2006), os 15 gols de Ronaldo foram marcados apenas em três edições, uma vez que ele não saiu do banco na edição de 1994. Foram 3 gols em 1998, 8 em 2002, quando foi artilheiro da competição e 3 em 2006.


    Brasil x Resto do Mundo 1990 - 50 anos de Pelé

    Para comemorar o cinqüentenário de vida do Rei Pelé, a CBF organizou para o dia 31 de outubro de 1990 um amistoso entre a Seleção Brasileira, com a participação do Rei do Futebol e o Combinado do Resto do Mundo, uma seleção dos melhores jogadores que disputaram a Copa do Mundo de 1990, ocorrida quatro meses antes. O jogo ocorreu no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão (Itália).


    A Seleção fizera uma campanha medíocre na Copa do Mundo da Itália e estava num processo de reformulação, mas o que se via era um seleção composta por jogadores inexpressivos. Ficaram de fora jogadores como: Branco, Bebeto, Romário, Raí, Careca, Junior, Roberto Dinamite, Éder, Jorginho, Ricardo Gomes, Taffarell, Mauro Galvão, Valdo, Dunga, Zico que acabara de encerrar a carreira.

    Três brasileiros jogaram pelo selecionado do Resto do Mundo. Alemão, Júlio César e João Paulo atuavam na Europa.

    Pelé jogou por 43 minutos, substituído por Neto. Poderia ter marcado o último gol de sua carreira se não fosse o atacante Rinaldo, do Fluminense, que protagonizou um lance que entrou para a história. O jogador tricolor partiu pela esquerda contra apenas um zagueiro, enquanto Pelé vinha a seu lado totalmente desmarcado (propositalmente, talvez), só esperando receber a bola para marcar o gol. Rinaldo – infelizmente – não tocou e ainda perdeu o gol.

    Neto fez o gol do Brasil, de falta, enquanto o espanhol Michel e o romeno Gheorghe Hagi, marcaram os gols do Combinado do Resto do Mundo.

    BRASIL: Sérgio [Santos] depois Ronaldo [Corinthians]; Gil Baiano [Bragantino] depois Bismarck [Vasco], Paulão [Cruzeiro], Adílson [Cruzeiro] depois Cléber [Atlético-MG] e Leonardo [São Paulo] depois Cássio [Vasco]; César Sampaio [Santos], Donizete Oliveira [Grêmio] depois Luís Henrique [Bahia], Cafu [São Paulo] e Pelé depois Neto [Corinthians]; Charles [Bahia] depois Valdeir [Botafogo] e Rinaldo [Fluminense] depois Careca Bianchezzi [Palmeiras] . Técnico: Paulo Roberto Falcão. 

    RESTO DO MUNDO: Sérgio Goycoechea/ARG (Michel Preud’Homme/BEL), (Thomas N’Kono/CAM), (René Higuita/COL); Leo Clijsters/BEL (Emmanuel Kunde/CAM), Júlio César/BRA, Oscar Ruggeri/ARG (Sergej Alejnikov/BUL), Hugo Eduardo De León/URU (Lajos Detari/HUN); Michel/ESP (Gabriel Calderón/ARG), Alemão/BRA (José Basualdo/ARG), Rafael Martín Vasquez (Gheorghe Hagi/ROM) e Carlo Ancelotti/ITA (Enzo Francescoli/URU); Marco Van Basten/HOL (Hristro Stoichkov/BUL) e Roger Milla/CAM (João Paulo/BRA). Técnico: Franz Beckenbauer/ALE.




    Texto adaptado de Mais Memória.
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