Se hoje parece impossível esse confronto em uma partida amistosa, no dia 19 de outubro de 1991, no estádio RFK em Washington DC, foi possível ver os dois inimigos políticos em campo.
A Coreia do Norte estava se preparando para a Copa Asiática e os Estados Unidos vinham de seu primeiro título na Copa Ouro.
No mês de setembro de 1999, Brasil e Argentina fizeram uma série de dois amistosos. O primeiro ocorreu no dia 04 no Monumental de Nuñez e terminou com vitória argentina por 2 a 0.
Três dias depois, no dia 07 no, Estádio Beira Rio, Porto Alegre, foi a vez do troco brasileiro. Show de Rivaldo e vitória brasileira por 4 a 2.
Até o momento, quatro jogos entre Brasil e Argentina ocorreram em Copas do Mundo.
O primeiro aconteceu em Hanôver, Alemanha Ocidental, no dia 30 de junho de 1974. O Brasil já era tricampeão mundial e atual campeão, enquanto os argentinos ainda buscavam seu primeiro título. O jogo foi válido pela segunda fase do torneio, que era composto por dois grupos com quatro seleções cada. O jogo foi válido pela segunda rodada e os argentinos precisavam da vitória para manter as esperanças de chegar à final, já que haviam perdido para a Holanda na primeira rodada, enquanto o Brasil havia vencido a Alemanha Oriental.
Já o Brasil, caso ganhasse, iria decidir com a Laranja Mecânica quem iria para a grande final. As seleções entram em campo naquele jogo com o Brasil vestido com a camisa azul pela primeira vez desde a final de 1958. Aos 32 minutos da primeira etapa, Rivelino chuta forte sem chance para Carnevali. Aos 35, falta para a Argentina, cobrada com perfeição por Brindisi, que empata. Contudo, aos 4 do segundo tempo, o Brasil ataca, Jairzinho é derrubado na área, mas o juiz nada marca. A defesa tenta contra atacar, mas o lateral-direito Zé Maria rouba a bola, avança e cruza para Jairzinho, de peixinho, decretar a vitória brasileira por 2 a 1 e a eliminação da Argentina da Copa.
Como já vimos aqui no blog, por duas oportunidades equipes de países oriundos do bloco socialista foram campeões da Copa dos Campeões. Em 1986, Steaua Bucaresti e em 1991, Estrela Vermelha. Mas como foram os confrontos dessas duas equipes contra os sulamericanos no mundial/intercontinental?
Em 1986, a equipe romena enfrentou o River Plate. No placar, vitória sulamericana por 1 a 0, gol de Antônio Alzamendi.
Já em 1991, foi a vez da desforra europeia, em campo, a equipe, então iugoslava, bateu o Colo Colo por um incontestável 3 a 0, gols de Vladimir Jugović (2) e Darko Pančev.
Estava relutante em escrever esse artigo, pois apesar de ser uma tarefa essencial para um blog que se preste a falar sobre futebol antigo, convenhamos, é uma tarefa enorme. Portanto, não vi outra forma de fazê-lo senão por parte e com temáticas específicas em cada uma.
Essa será a primeira de muitas e não irei comprometer-me quando postarei a segunda. Quando eu puder e sabe-se lá quando será isso.
Escolhi iniciar esse tema com algo curioso. Apesar da história centenária e do mais de cem jogos disputados, apenas em três oportunidades o Brasil venceu a Argentina em seu maior palco, o Monumental de Nuñez. Em Buenos Aires, foram apenas quatro vitórias brasileiras. Contudo, a primeira, no dia 10 de março de 1940, válido pela Copa Rocca, foi no estádio El Gasómetro, não no estádio do River Plate. Na oportunidade, o Brasil venceu por 3 a 2.
A primeira vitória brasileira no Monumental ocorreu apenas em 1960. Em partida válida também pela Copa Rocca, no dia 29 de maio, o Brasil meteu 4 a 1 nos Hermanos, dois gols de Delém (Vasco), um de Servílio II (Portuguesa) e um de Rubén Navarro contra. Para os argentinos, Rubén Sosa descontou.
Já no dia 27 de fevereiro de 1976, em jogo válido tanto pela Copa Rocca quanto pela Taça do Atlântico, o Brasil venceu por 2 a 1, gols de Lula e Zico, com Kempes descontando para a Celeste.
Somente em 1995 o Brasil voltou a vencer a Argentina no Monumental. Um amistoso que valeu também em comemoração aos 50 anos do jornal Clarín, um dos mais tradicionais da Argentina. No dia 08 de novembro, Donizete, o Pantera, então jogando pelo Botafogo, assinalou o gol da vitória brasileira por 1 a 0 em sua primeira partida com a camisa Canarinho.
Desde então, o Brasil nunca mais venceu a Argentina no Monumental de Nuñez.
No dia 21 de outubro fez 25 anos de um grande prêmio de Fórmula 1 histórico para o Brasil. Naquela ocasião, Ayrton Senna, correndo de McLaren, conquistou seu bicampeonato após um acidente logo após a largada com o francês Alain Prost, da Ferrari.
Me lembro bem da corrida. Prost vinha fazendo um excelente campeonato com a Ferrari, que na época vinha de um jejum enorme de títulos, quebrado apenas por Michael Schumacher em 2000. Diante da excelente performance, a esperança da equipe italiana era grande.
O acidente que acarretou o desfecho dessa temporada foi forçado por Senna em resposta ao que era considerado por ele e por muitos uma injustiça da qual fora vítima no ano anterior. Como não é o intuito de nosso blog discutir essas nuances, mas apenas relembrar momentos históricos, deixo a discussão para os senhores nos comentários.
Vídeo com o acidente
Dado os poucos metros de corridas dos dois postulantes ao título e a definição da temporada. As atenções se voltaram para a disputa pela corrida em si. Pela primeira vez na história, dois pilotos brasileiros dividiam uma equipe. Nelson Piquet, já tricampeão era o primeiro piloto da Benetton. Seu companheiro era o italiano Alessandro Naninni. Porém, após um acidente de helicóptero, o piloto italiano teve que ser substituído. O escolhido foi o grande amigo de Piquet, Roberto Pupo Moreno. A estreia da nova dupla seria justamente no autódromo de Suzuka, sede do GP do Japão.
Moreno já tinha experiência com Fórmula 1, contudo, seria a primeira vez que estaria em uma equipe competitiva. Com uma guiada cerebral, ambos não deram chances para os adversários e completaram a corrida em uma dobradinha sensacional, com Piquet em primeiro e Moreno em segundo. Em terceiro, para a alegria dos torcedores locais, o japonês Aguri Suzuki.
A última dobradinha do Brasil e o único pódio de Moreno na Fórmula 1. Associado ao Bicampeonato de Senna, pode-se dizer que foi uma corrida especial para o automobilismo nacional.
No dia 27 de abril, o Brasil rumou para a Espanha para um amistoso contra um dos grandes times do campeonato espanhol. A equipe do Valência era uma forte equipe a distância para os gigantes Real Madrid e Barcelona era menor do que é atualmente.
Enquanto para o Brasil, era uma preparação para a Copa América, para o Valência era uma festa. A equipe espanhola chegou a convidar dois jogadores de outras equipes para participarem da partida, Diego Fernando Latorre, do Tenerife, e Claudio Caniggia, nosso carrasco de 1990, do Benfica.
Mas quem brilhou mesmo foi Túlio Maravilha, que assinalou um hat-trick e deu a vitória para o Brasil por 4 a 2.
No aquecimento para a Copa de 94, as tvs brasileiras exibiram não só os jogos do Brasil, mas também diversos amistosos e torneios amistosos mundo afora.
No dia 24 de fevereiro, a Bandeirantes (Band) exibiu a partida entre México e Suécia ocorrida em Fresno, Califórnia, Estados Unidos.
Antigamente eram comuns amistosos entre clubes e seleções. Aqui no blog já abordamos vários, como Brasil x Milan, Uruguai x Flamengo etc. Seguindo essa linha, falaremos agora do amistoso que ocorreu no dia 13 de maio de 1993 entre México e Peñarol.
O Peñarol abriu o placar já na segunda etapa, mas nos acréscimos, o árbitro assinalou um pênalti para a seleção mexicana e o jogo terminou empatado em 1 a 1.
Por três motivos o estadual de 1989 teve relevante valor para a torcida do Botafogo. O primeiro consiste no fato de o último título estadual do time da Estrela Solitária ter sido no longínquo 1968. Além disso, o último título havia sido a Taça Brasil conquistada no mesmo ano, 1968. Finalmente, o terceiro refere-se ao fato deste ser o primeiro título do novo estadual, após a fusão dos estados da Guanabara e Rio de Janeiro em 1979.
Para melhorar, a equipe foi campeã invicta e venceu na final seu maior rival, o Flamengo.
O torneio foi disputado em dois turnos, com todos os times jogando contra todos em turno único. Caso o mesmo time vença os dois turnos, é declarado automaticamente o campeão estadual.
Ao final do primeiro turno, referente à Taça Guanabara, o Flamengo sagrou-se vencedor, com o Botafogo na cola em segundo por um ponto. Ambos invictos.
No segundo turno, referente à Taça Rio, o Botafogo foi o único invicto, terminando em primeiro lugar, com o Vasco vindo em seguida.
Assim, o Botafogo forçou a disputa da final contra o Flamengo, disputada em dois jogos. O primeiro, ocorreu no dia 18 de junho e terminou empatado por 0 a 0. Assim sendo, o vencedor do segundo jogo, ocorrido no dia 21 de junho, se tornaria campeão.
Diante de mais de 56 mil pessoas, o Flamengo começou melhor. O primeiro tempo terminou 0 a 0. Aos 12 minutos do segundo tempo, Maurício assinalou para o Botafogo. O Flamengo ainda pressionou, mas a noite seria alvinegra... Botafogo, campeão depois de um jejum de 21 anos e de forma invicta!