Libertadores 1989, a Libertadores del Patrón

Ao final dos anos 80, o narcotraficante Pablo Escobar era responsável por aproximadamente 80% de toda cocaína consumida no mundo. Desde o início de suas atividades, Pablo sempre procurou se aproximar das camadas mais pobres da população colombiana e o futebol era importante ferramenta para tal intento.

Pablo nas arquibancadas. Futebol era sua paixão.

Mas esse não era o único motivo. Escobar era, por si mesmo, um apaixonado pelo esporte. Ademais, via seus rivais do Cartel de Cali acumularem constantes vitórias nos gramados por intermédio do investimento que faziam no América de Cali.

Unindo o útil ao agradável, "El Patrón" iniciou altos investimentos no Atlético Nacional e Independiente, ambos times de sua cidade, Medellín. Disposto a fazer um time de sua cidade ser o primeiro campeão colombiano da Libertadores, não mediu esforços para que em 1989, o Nacional se sagrasse campeão. Suborno e ameaças a árbitros e adversários era sua principal ferramenta. Mas indo além, ele montou um esquadrão. O time era a base da seleção colombiana e contava com craques do calibre de Higuita, Carmona, Perea, Escobar (assassinado em 1994) e Usuriaga. O técnico era o renomado Francisco Maturana.



Flamengo x Fluminense - Campeonato Brasileiro de 1989 - Último jogo de Zico pelo Flamengo


No dia 02 de dezembro de 1989, os dois gigantes cariocas rumaram a Juiz de Fora (MG), onde, no estádio Mário Heleno, disputaram mais um Fla-Flu válido pelo Brasileirão. 

Seria só mais um jogo entre as duas equipes se não fosse o, então, último jogo de Zico como profissional. Como se sabe, posteriormente o Galinho voltou a jogar profissionalmente no Japão, mas como não era algo planejado, a partida tomou essa proporção, a da despedida de um ícone.

Contudo, se não foi a despedida de Zico do futebol profissional, foi do clube que marcou sua carreira. Em tom provocativo, o goleiro Tricolor, Ricardo Pinto, havia comentado durante a semana que nunca havia tomado um gol de Zico. De fato, isso nunca ocorrera, todavia, Ricardo deveria ter aguardado o fim da partida.

Zico abriu o placar com o que fazia melhor, um gol de falta. Ele ainda deu um lançamento magistral para Renato Gaúcho ampliar. Ao final, Flamengo 5 a 0.




Reportagem





Telê (técnico do Fluminense) e Zico antes da partida


Estados Unidos x Coréia do Norte 1991


Se hoje parece impossível esse confronto em uma partida amistosa, no dia 19 de outubro de 1991, no estádio RFK em Washington DC, foi possível ver os dois inimigos políticos em campo.

A Coreia do Norte estava se preparando para a Copa Asiática e os Estados Unidos vinham de seu primeiro título na Copa Ouro.

Ao final, vitória norte coreana por 2 a 1.


Brasil x Argentina 1999

No mês de setembro de 1999, Brasil e Argentina fizeram uma série de dois amistosos. O primeiro ocorreu no dia 04 no Monumental de Nuñez e terminou com vitória argentina por 2 a 0.

Três dias depois, no dia 07 no, Estádio Beira Rio, Porto Alegre, foi a vez do troco brasileiro. Show de Rivaldo e vitória brasileira por 4 a 2.




O Superclássico. A história de Brasil x Argentina - Parte 2 - Os jogos em Copas do Mundo

 
Até o momento, quatro jogos entre Brasil e Argentina ocorreram em Copas do Mundo.


O primeiro aconteceu em Hanôver, Alemanha Ocidental, no dia 30 de junho de 1974. O Brasil já era tricampeão mundial e atual campeão, enquanto os argentinos ainda buscavam seu primeiro título. O jogo foi válido pela segunda fase do torneio, que era composto por dois grupos com quatro seleções cada. O jogo foi válido pela segunda rodada e os argentinos precisavam da vitória para manter as esperanças de chegar à final, já que haviam perdido para a Holanda na primeira rodada, enquanto o Brasil havia vencido a Alemanha Oriental.

Já o Brasil, caso ganhasse, iria decidir com a Laranja Mecânica quem iria para a grande final. As seleções entram em campo naquele jogo com o Brasil vestido com a camisa azul pela primeira vez desde a final de 1958. Aos 32 minutos da primeira etapa, Rivelino chuta forte sem chance para Carnevali. Aos 35, falta para a Argentina, cobrada com perfeição por Brindisi, que empata. Contudo, aos 4 do segundo tempo, o Brasil ataca, Jairzinho é derrubado na área, mas o juiz nada marca. A defesa tenta contra atacar, mas o lateral-direito Zé Maria rouba a bola, avança e cruza para Jairzinho, de peixinho, decretar a vitória brasileira por 2 a 1 e a eliminação da Argentina da Copa.






Os clubes socialistas vencedores da Copa dos Campeões no Intercontinetal

Como já vimos aqui no blog, por duas oportunidades equipes de países oriundos do bloco socialista foram campeões da Copa dos Campeões. Em 1986, Steaua Bucaresti e em 1991, Estrela Vermelha.  Mas como foram os confrontos dessas duas equipes contra os sulamericanos no mundial/intercontinental?

Em 1986, a equipe romena enfrentou o River Plate. No placar, vitória sulamericana por 1 a 0, gol de Antônio Alzamendi.





Já em 1991, foi a vez da desforra europeia, em campo, a equipe, então iugoslava, bateu o Colo Colo por um incontestável 3 a 0, gols de Vladimir Jugović (2) e Darko Pančev.




O Superclássico. A história de Brasil x Argentina - Parte 1 - As vitórias brasileiras no Monumental de Nuñez


Estava relutante em escrever esse artigo, pois apesar de ser uma tarefa essencial para um blog que se preste a falar sobre futebol antigo, convenhamos, é uma tarefa enorme. Portanto, não vi outra forma de fazê-lo senão por parte e com temáticas específicas em cada uma.

Essa será a primeira de muitas e não irei comprometer-me quando postarei a segunda. Quando eu puder e sabe-se lá quando será isso.


Escolhi iniciar esse tema com algo curioso. Apesar da história centenária e do mais de cem jogos disputados, apenas em três oportunidades o Brasil venceu a Argentina em seu maior palco, o Monumental de Nuñez. Em Buenos Aires, foram apenas quatro vitórias brasileiras. Contudo, a primeira, no dia 10 de março de 1940, válido pela Copa Rocca, foi no estádio El Gasómetro, não no estádio do River Plate. Na oportunidade, o Brasil venceu por 3 a 2.

A primeira vitória brasileira no Monumental ocorreu apenas em 1960. Em partida válida também pela Copa Rocca, no dia 29 de maio, o Brasil meteu 4 a 1 nos Hermanos, dois gols de Delém (Vasco), um de Servílio II (Portuguesa) e um de Rubén Navarro contra. Para os argentinos, Rubén Sosa descontou.



Já no dia 27 de fevereiro de 1976, em jogo válido tanto pela Copa Rocca quanto pela Taça do Atlântico, o Brasil venceu por 2 a 1, gols de Lula e Zico, com Kempes descontando para a Celeste.



Somente em 1995 o Brasil voltou a vencer a Argentina no Monumental. Um amistoso que valeu também em comemoração aos 50 anos do jornal Clarín, um dos mais tradicionais da Argentina. No dia 08 de novembro, Donizete, o Pantera, então jogando pelo Botafogo, assinalou o gol da vitória brasileira por 1 a 0 em sua primeira partida com a camisa Canarinho.


Desde então, o Brasil nunca mais venceu a Argentina no Monumental de Nuñez.

Fórmula 1: GP do Japão de 1990, o Bi de Senna e a última dobradinha brasileira


No dia 21 de outubro fez 25 anos de um grande prêmio de Fórmula 1 histórico para o Brasil. Naquela ocasião, Ayrton Senna, correndo de McLaren, conquistou seu bicampeonato após um acidente logo após a largada com o francês Alain Prost, da Ferrari.

Me lembro bem da corrida. Prost vinha fazendo um excelente campeonato com a Ferrari, que na época vinha de um jejum enorme de títulos, quebrado apenas por Michael Schumacher em 2000. Diante da excelente performance, a esperança da equipe italiana era grande.

O acidente que acarretou o desfecho dessa temporada foi forçado por Senna em resposta ao que era considerado por ele e por muitos uma injustiça da qual fora vítima no ano anterior. Como não é o intuito de nosso blog discutir essas nuances, mas apenas relembrar momentos históricos, deixo a discussão para os senhores nos comentários.

Vídeo com o acidente


Dado os poucos metros de corridas dos dois postulantes ao título e a definição da temporada. As atenções se voltaram para a disputa pela corrida em si. Pela primeira vez na história, dois pilotos brasileiros dividiam uma equipe. Nelson Piquet, já tricampeão era o primeiro piloto da Benetton. Seu companheiro era o italiano Alessandro Naninni. Porém, após um acidente de helicóptero, o piloto italiano teve que ser substituído. O escolhido foi o grande amigo de Piquet, Roberto Pupo Moreno. A estreia da nova dupla seria justamente no autódromo de Suzuka, sede do GP do Japão.

Moreno já tinha experiência com Fórmula 1, contudo, seria a primeira vez que estaria em uma equipe competitiva. Com uma guiada cerebral, ambos não deram chances para os adversários e completaram a corrida em uma dobradinha sensacional, com Piquet em primeiro e Moreno em segundo. Em terceiro, para a alegria dos torcedores locais, o japonês Aguri Suzuki.

A última dobradinha do Brasil e o único pódio de Moreno na Fórmula 1. Associado ao Bicampeonato de Senna, pode-se dizer que foi uma corrida especial para o automobilismo nacional.

Final da corrida, com a bandeirada e o pódio


Brasil x Valência 1995


No dia 27 de abril, o Brasil rumou para a Espanha para um amistoso contra um dos grandes times do campeonato espanhol. A equipe do Valência era uma forte equipe a distância para os gigantes Real Madrid e Barcelona era menor do que é atualmente.

Enquanto para o Brasil, era uma preparação para a Copa América, para o Valência era uma festa. A equipe espanhola chegou a convidar dois jogadores de outras equipes para participarem da partida, Diego Fernando Latorre, do Tenerife, e Claudio Caniggia, nosso carrasco de 1990, do Benfica.

Mas quem brilhou mesmo foi Túlio Maravilha, que assinalou um hat-trick e deu a vitória para o Brasil por 4 a 2.



México x Suécia 1994


No aquecimento para a Copa de 94, as tvs brasileiras exibiram não só os jogos do Brasil, mas também diversos amistosos e torneios amistosos mundo afora.

No dia 24 de fevereiro, a Bandeirantes (Band) exibiu a partida entre México e Suécia ocorrida em Fresno, Califórnia, Estados Unidos.

O jogo terminou 2 a 1 para os mexicanos.


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