Há 25 anos o Brasil vencia sua primeira Indy 500

Disputada desde 1911, as 500 Milhas de Indianápolis, ao lado do GP de Mônaco e das 24 Horas de Le Mans, fazem parte da chamada Tríplice Coroa do automobilismo mundial. No dia 28 de maio de 2014 comemorou-se os 25 anos da primeira vitória brasileira na tradicionalíssima corrida.


Em 1989, correndo com chassis Penske, mas pela pequena equipe Patrick, o bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, conquistou de forma dramática sua primeira de duas vitórias na Indy 500.

Largando em terceiro lugar na primeira fila (na Indy 500 cada fila do grid é composta por três carros) ao lado dos dois últimos vencedores, os estadunidenses Al Unser e Rick Mears, ambos da fortíssima Equipe Penske, "O Rato" provavelmente não imaginava que seu maior problema sairia da oitava posição e seria um piloto que até então nunca havia vencido uma corrida em ovais.

De baixo para cima: Mears, Unser e Fittipaldi

Contudo, Al Unser Jr. se mostrou um feroz adversário. Durante toda a corrida ambos estiveram mais velozes, chegando ao ponto de colocarem cinco voltas no terceiro colocado, o também brasileiro Raul Boesel. A briga pela vitória, que contava ainda com Al Unser, Rick Mears, Michael Andretti e Mario Andretti, ficou polarizada após o abandono dos três primeiros e problemas do quarto

Emerson dominava as ações, mas no último pit sua equipe errou no cálculo do combustível e seu carro ficou mais pesado do que deveria permitindo a aproximação de "Little Al". Faltando duas voltas para o fim, Emerson tenta recuperar a liderança. coloca por dentro, mas Al Unser Jr. também segue o mesmo trajeto e os dois colidem. O brasileiro consegue controlar o carro, mas o estadunidense se choca contra o muro. Devido a enorme vantagem Al Unser Jr. ainda consegue chegar em segundo.


Foi apenas a segunda vitória de Emerson Fittipaldi em um circuito oval. Ao final da temporada, ele se sagraria ainda o campeão, tornando-se o primeiro piloto de fora dos Estados Unidos a ser campeão mundial de Fórmula Indy.



Libertadores 1991, semifinais sem o toque verde-amarelo

Há 23 anos o Brasil não colocava pelo menos um representante nas semifinais da Libertadores. Em 1991, os brasileiros na disputa eram Corinthians e Flamengo, ambos desclassificados pelo Boca Juniors, o primeiro nas oitavas e o segundo nas quartas de final, ambos com um 4 a 2 no agregado.

Na segunda partida das quartas, o time do Flamengo adentrou no gramado do La Bombonera com uma faixa em solidariedade à Maradona que havia sido flagrado com drogas na Itália, com os dizeres: "Maradona, Flamengo te ama. Hoy y siempre".
Boca Juniors 3 x 0 Flamengo


 

Atlético de Madrid x Real Madrid - O clássico madrilenho decidirá a Liga dos Campeões. Conheça algumas curiosidades do confronto!

Sem sombra de dúvidas a partida que será disputada no dia 24 de maio, no estádio da Luz em Lisboa, entrará para a história do clássico de Madrid como a partida mais importante já realizada entre os dois clubes. De quebra, será a primeira vez que duas equipes da mesma cidade decidirão o maior título de clubes europeu.

O Futebol Nostálgico trás para você algumas curiosidades sobre este clássico. Quantas vezes as duas equipes já decidiram uma final? Elas já se enfrentaram pela Liga dos Camnpeões? Confira!

A primeira partida entre os gigantes da capital espanhola ocorreu no dia 02 de dezembro de 1906 pelo Campeonato de Madrid. O jogo terminou com vitória do Madrid F.C., atual Real, sobre o Athletic, atual Atlético, de Madrid por 2 a 1.

De lá para cá foram 264 jogos oficiais válidos pelo Campeonato Espanhol, Copa do Rei, campeonatos regionais, Copa da Liga e Liga dos Campeões. O real venceu 143 vezes, o Atlético 64 e houveram 57 empates.

Jogos válidos por finais

Ao todo as duas equipes realizaram vinte finais, sendo cinco válidas pela Copa do Rei (1960, 1961, 1975, 1992 e 2013), uma pela Copa da Liga (1984/1985) e quatorze por campeonatos regionais. Na primeira competição a vantagem é do Atlético, quatro títulos, contra um dos rivais. Já a decisão da Copa da Liga foi vencida pelo Real, que também leva vantagem nas decisões regionais, onze títulos contra três do Atlético.

Copa do Rei - 1992


Copa do Rei - 2013


Ao todo, os Merengues venceram treze títulos sobre o Atlético, contra sete dos Colchoneros. Contudo vale relativizar que o Atlético obteve mais sucesso no torneio mais relevante, ou seja, a Copa do Rei.

Liga dos Campeões

Na temporada 1958/1959, ambas as equipes se enfrentaram nas semifinais do torneio. O confronto foi decidido em três partidas, pois o Real venceu no Santiago Bernabéu por 2 a 1, ao passo que o Atlético venceu no Vicente Calderón por 1 a 0. Como na época não havia o critério de desempates por gols fora de casa, uma terceira partida foi realizada em Zaragoza, que terminou com vitória Merengue por 2 a 1.

Jogo de volta vencido pelo Atlético por 1 x 0.
 

Brasil x Iugoslávia 1989

João Pessoa, na Paraíba, é uma cidade que tive o prazer de conhecer em 2005, durante um congresso. Não tive oportunidade de desfrutar da cidade, mas pretendo retornar para isso, pois gostei muito da cidade. Infelizmente ainda não pude realizar essa vontade, mas é algo que vislumbro nos próximos anos.


Infelizmente também é o fato da CBF preterir a cidade nas apresentações da seleção. Mesmo quando a seleção jogava no Brasil, apenas uma partida foi realizada na cidade.

O jogo, um amistoso no estádio Almeidão, ocorreu no dia 14 de novembro e serviu de preparação para Brasil e Iugoslávia, ambas classificadas para a Copa de 90. O Brasil tinha acabado de se sagrar campeão da Copa América 1989 e a expectativa era grande. 

Contudo, no escaldante calor da capital paraibana, a seleção iugoslava veio truncada e não deu espaço para o Brasil, que sem inspiração, dependendo apenas de Romário, frustrou a torcida local com um 0 a 0.

Bebeto, perdeu um gol incrível (primeiro vídeo), que poderia ter dado alegria aos paraibanos, que tiveram que se contentar com as jogadas individuais de Romário (segundo vídeo).





O retrospecto brasileiro em terras paraibanas não é bom. Além desse 0 a 0 em 1989, o Brasil fez um amistoso contra o Uruguai em 1992 na cidade de Campina Grande e perdeu por 2 a 1.

Abdón Porte, o jogador de futebol que cometeu suicídio no estádio



Como temos acompanhado nas últimas semanas aqui no blog Noite Sinistra, o futebol nos reserva algumas histórias curiosas e até mesmo macabra. Esporte que movimenta paixões e ódios, tanto dentro como fora de campo. O tema de hoje é um fato que aconteceu a pouco mais de 96 anos atrás, mas que ainda hoje faz parte da história de um dos estádios de futebol mais emblemáticos da América do Sul.

O Gran Parque Central no Uruguai, é um estádio de história impar. Palco da Copa de 1930 e considerado o estádio mais antigo da América do Sul, mas a casa do Nacional é bem mais do que um dos berços do futebol uruguaio. Também é berço da própria nação uruguaia. Afinal, em 1811, 89 anos da inauguração da cancha, José Artigas seria nomeado naquele mesmo local o ‘Jefe de los Orientales’, líder que comandaria a Banda Oriental em sua independência. E, ao mesmo tempo em que o campo sagrado é um nascedouro histórico, também serviu de leito de morte. Em 5 de março de 1918, o meio-campista Abdón Porte tirou sua própria vida dentro do estádio.


Uma história de amor e loucura pelo clube

Porte era bem mais do que um simples jogador do Nacional. Era um grande ídolo da torcida. El Indio chegou ao clube em 1911. Tornou-se titular absoluto em pouco tempo e também ganhou a braçadeira de capitão, graças ao seu espírito guerreiro. Um leão na proteção do meio-campo, ajudou o Bolso (apelido do clube Nacional) a conquistar 19 títulos, incluindo quatro do Campeonato Uruguaio. Porte chegou ao seu auge em 1917, quando não apenas fez parte da seleção uruguaia na Copa América, como também ergueu a taça de campeão.

“Era um típico homem defensivo, de estilo combativo. Tenaz meio-campista de um período brilhante do futebol oriental. Abdón Porte era notável, com virtudes e qualidades extraordinárias, defensivas e de colaboração, bem conhecidas e recordadas por muito tempo, pelos torcedores do passado. Era um rapaz muito bom, amigo dos amigos”, define o escritor Luis Scapinachis, no livro ‘Gambeteando frente al gol’.

No entanto, o declínio foi implacável com Porte. Perdeu o lugar entre os titulares do Nacional. Não conseguia mais intimidar os adversários. A muralha que se montava na cabeça da área tricolor ruíra. Até mesmo os torcedores, que antes mal deixavam seu nome ser anunciado antes da partida, de tantos que eram os aplausos, começaram a vaiá-lo. Em um tempo no qual não existiam substituições, El Indio passou a frequentar as arquibancadas quando era preterido. Passou a conviver com os olhares tortos daqueles que antes o amavam. Aquilo era demais para ele. Para quem sentia que o Nacional era a própria vida.

Em 4 de março de 1918, Porte disputaria aquela que seria a sua última partida de futebol. Esteve em campo durante os 90 minutos da vitória do Nacional sobre o Charley por 3 a 1. Depois da partida, jogadores e dirigentes do Nacional se reuniram na sede do clube para festejar. Naquela mesma noite, Porte foi avisado que seria reserva em definitivo. Um golpe duro demais para o feroz meio campista. El Indio se despediu no início da madrugada, apontando o horário do último trem para sua casa. Mas, na verdade, ele voltaria ao Gran Parque Central.

Porte se dirigiu até o centro do campo onde se sagrou ídolo e viveu os dias áureos da sua vitoriosa carreira. Foi encontrado apenas na gélida manhã seguinte, pelo jardineiro do estádio. Estava caído, seu coração sem mais pulsar, com um tiro no peito. Tinha nas mãos um revólver. E, em um chapéu de palha, duas cartas. A primeira, endereçada ao presidente do clube: “Querido doutor José Maria Delgado. Peço a você e aos demais companheiros da comissão que façam por mim como fiz por vocês: façam por minha família e por minha querida mãe. Adeus querido amigo da vida”. Na mesma carta, um poema deixando evidente sua paixão pelo Bolso:

“Nacional, ainda que em pó convertido
e em pó sempre amante.
Não esquecerei um instante
o quanto te amei.
Adeus para sempre”.

A depressão pela reserva se somava à dor pela perda de dois de seus irmãos, também ex-jogadores do Nacional, vítimas da varíola. Porte tinha o casamento marcado para menos de um mês. Mas Porte preferiu dar cabo à própria vida ao se ver afastado de seu verdadeiro amor, em uma época onde honra e amor as cores tinha grande valia no futebol.

O velório de Porte foi acompanhado por centenas. Outros clubes uruguaios se solidarizaram com o Nacional e até mesmo o Peñarol enviou uma coroa de flores. Já o Montevidéu Wanderers se ofereceu para uma partida amistosa, que pagaria os custos da família. “O Nacional era seu ideal, ele o amava como o crente ama sua fé, como o patriota ama sua bandeira”, definiu Numa Pesquera, então dirigente tricolor. Em honra ao ídolo que deu a própria vida ao Bolso, uma das tribunas do Gran Parque Central hoje se chama Abdón Porte.


Fonte: Trivela. Via Noite Sinistra.

País de Gales x Escócia - Eliminatórias para a Copa de 1986


10 de setembro de 1985, Cardiff, País de Gales.

Em campo País de Gales e Escócia lutavam por uma vaga para a Copa do Mundo de 1986. Ambas as seleções britânicas estavam no grupo ao lado de Islândia e Espanha. Como é de se supor, os nórdicos ficaram em último no grupo. Já os favoritos espanhóis, com certa dificuldade, conseguiram confirmar o primeiro lugar.

Restava apenas uma vaga, que não seria direta. Quem ficasse com ela ainda teria que disputar uma repescagem com a Austrália.

Empatados em pontos, escoceses e galeses entraram em campo naquela úmida noite. O empate favorecia os escoceses, mas eram os galeses que jogavam em casa.

A torcida escocesa invadiu Gales! Ao final da partida o placar assinalava 1 a 1. A Escócia se classificara, mas o drama continuava. No banco, o treinador Jock Stein, lenda do Celtic, tombou. Seu coração não resistiu as emoções do jogo decisivo. 

A Escócia se classificou para o mundial. Para o lugar do finado treinador, foi chamado Alex Ferguson, que após a Copa se tornou treinador do Manchester United, onde esteve até sua aposentadoria em 2013. Já na Copa, num grupo que contava com Alemanha Ocidental, Uruguai e Dinamarca, a Escócia ficou em último.




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A inusitada última vitória de Nelson Piquet

Vamos voltar a 02 de junho de 1991. O cenário até então apontava um campeonato de domínio da McLaren e Senna que venceram as quatro primeiras corridas daquele ano. Contudo, a Williams já mostrava velocidade e a despeito dos problemas de confiabilidade, a equipe dominou a segunda parte do ano. Uma mostra do que viria a ocorrer nos foi apresentado no GP do Canadá. Lá, a equipe Williams cravou pole com Patrese e fechou a primeira fila com o Mansell. Logo na largada o Leão ultrapassou o companheiro de equipe e disparou. Atrás da dupla vinha Senna. Seu companheiro de McLaren, Berger, caiu pelas tabelas e foi o primeiro a ser ultrapassado por Piquet que largou apenas em oitavo. Após a manobra sobre o austríaco, Piquet ultrapassou seu companheiro de equipe e compatriota, Moreno, se estabelecendo na sexta posição. O que lhe renderia um ponto na época.
 



Copa Artemio Franchi, o intercontinental de seleções

O Troféu Artemio Franchi, também conhecido como Copa Intercontinental de Seleções era um torneio disputado pelas seleções campeãs da Europa (Eurocopa) e América (Copa América). Era equivalente a Copa Intercontinental de Clubes e assim como a competição entre clubes nos primórdios (até ser assumida pela Federação Japonesa), era organizada pela UEFA e CONMEBOL. 

Oficialmente só foram disputadas duas edições, em 1985 e 1993. Para muitos este torneio pode ser considerado um precursor da Copa Rei Fahd  (organizada pela Arábia Saudita), disputada em 1992 e 1995 e consequentemente da Copa das Confederações, já que a Copa Rei Fahd foi rebatizada e reconhecida pela FIFA como Copa das Confederações, após a entidade máxima do futebol assumir a sua organização na terceira edição em 1997.

Ambas as edições foram disputadas em jogos únicos. A de 1985 reuniu a campeã europeia de 1984, França e o campeão sulamericano de 1983, Uruguai. O jogo ocorreu no estádio Parque dos Príncipes em Paris no dia 21 de agosto e terminou com vitória francesa por 2 a 0.




Brasil e os intercontinetais da década de 90

A década de 90 foi muito produtiva para os clubes brasileiros em se tratando de Libertadores. Ao todo foram seis títulos. Como consequência, clubes brasileiros participaram de seis Intercontinentais, porém apenas dois foram vencidos, ambos pelo São Paulo.

As finais do Tricolor Paulista em 1992 e 1993 e do Cruzeiro em 1997 já foram discutidas no Futebol Nostálgico. Clique nos links abaixo para ler.



Portanto, vamos falar sobre as outras três disputas.

Em 1995, o Grêmio se tornou bicampeão da Libertadores. Um dos momentos memoráveis da campanha do time gaúcho foi as quartas de final contra o Palmeiras (Clique aqui para ler). No Japão, o Tricolor Gaúcho enfrentou o holandês Ajax, campeão europeu ao vencer o Milan na final da Liga dos Campeões. Essa conquista e o Intercontinental foram os últimos lampejos internacionais da tradicional equipe holandesa que na época contava com jogadores do quilate de van der Sar, Reiziger, Blind, Frank e Ronald de Boer, Bogarde, Finidi, Davids, Kluivert, Litmanen, Overmars e Kanu. O time do Grêmio segurou a máquina de Amsterdã. O jogo terminou em 0 a 0, porém o Ajax levou a melhor nos pênaltis.





Copa de Ouro Nicolás Leoz 1993

A Copa Ouro de 1993 foi mais uma competição caça-níquel das várias organizadas pela CONMEBOL na década de 90. Apesar disso, esses torneiozinhos eram bem bacanas de acompanhar, pois eram tiro curto e e por se tratar de um torneio oficial, dava um certo status para o vencedor.

A edição de 1993 foi a primeira e participaram as equipes vencedoras das edições do ano anterior dos principais torneios organizados pela entidade na época, a saber: Copa Libertadores da América, Supercopa Libertadores, Copa Conmebol e Copa Master da Supercopa. Sendo assim participaram respectivamente os campeões São Paulo, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Boca Juniors.

O formato era simples: semifinais e final. Como os times mineiros se enfrentaram na semifinal, essa foi disputada em jogo único no dia 08 de julho. 0 a 0 no tempo normal com os alvinegros passando para a final nos pênaltis.



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